Tinta em pó POLIÉSTER
Definição:
Revestimento termofixo em pó à base de resina de poliéster, aplicado por processo eletrostático e curado em estufa. Não utiliza solventes e forma um filme contínuo com alta resistência ao intemperismo, é a indicação de referência para qualquer peça que fique exposta ao sol e à chuva.
Base química e composição típica:
Resina de poliéster, geralmente reticulada com TGIC (triglicidil isocianurato) ou, nas linhas mais modernas, com reticulantes livres de TGIC ("TGIC Free"/"TF").
Composição completa: resina poliéster + pigmentos + cargas minerais + aditivos de nivelamento e de resistência UV + agente de cura (reticulante).
Propriedades e desempenho:
Resistência UV: muito alta, o grande diferencial frente ao híbrido e epóxi. Mantém cor e brilho mesmo em exposição solar prolongada, sem amarelar.
Resistência química: boa para uso geral, mas moderada frente a solventes agressivos (inferior ao epóxi em resistência química pura).
Resistência mecânica: alta resistência à abrasão e impacto moderado.
Aderência: excelente sobre substratos corretamente pré-tratados (fosfatizados, ou galvanizados com primer adequado), boa flexibilidade.
Durabilidade: longa vida útil em aplicações externas, quando aplicada corretamente.
Aspecto final: filme homogêneo, boa cobertura de bordas e acabamento estável ao longo do tempo.
Acabamentos disponíveis:
Brilhante, semi brilho, fosco, ultrafosco, texturizado, microtexturizado e metálico.
Aplicações típicas:
Esquadrias e perfis de alumínio;
Fachadas, portões e grades;
Telhas metálicas e estruturas externas;
Implementos agrícolas e rodoviários;
Mobiliário urbano, sinalização externa e móveis de jardim;
Grupos geradores;
Componentes automotivos externos (peças não estruturais);
Tinta em pó HÍBRIDA
Definição:
Revestimento termofixo em pó formado pela mistura de resinas epóxi e poliéster, aplicado por processo eletrostático e curado em estufa. A cura ocorre pela reação química entre as duas resinas, resultando em um sistema que combina características de ambas, sem uso de solventes e com boa relação custo-benefício.
Base química e composição típica:
Mistura de resinas epóxi e poliéster (proporção varia conforme o fabricante e a propriedade que se quer priorizar), com cura ocorrendo pela reação entre elas.
Composição completa: resinas epóxi + poliéster + pigmentos + cargas minerais + aditivos de nivelamento + agente de cura.
Propriedades e desempenho:
Resistência UV: limitada, assim como o poliéster puro em relação ao epóxi, a diferença aqui é inversa: o híbrido herda a fragilidade UV do epóxi. Exposição solar contínua prejudica o brilho e a cor do filme, por isso é recomendado apenas para uso interno ou ambientes abrigados.
Resistência química: boa, herdada em parte do epóxi, porém com resistência a solventes um pouco menor que o sistema epóxi puro.
Resistência mecânica: excelente aderência, flexibilidade e resistência física, um dos pontos fortes do sistema.
Custo: geralmente mais competitivo que o epóxi puro ou o poliéster superdurável, o que o torna atrativo para produção em grande escala de peças de uso interno.
Aspecto final: bom nivelamento e acabamento, com boa cobertura em geometrias variadas.
Acabamentos disponíveis:
Brilhante, semi brilho, fosco, ultrafosco, texturizado, microtexturizado e metálico.
Aplicações típicas:
Eletrodomésticos;
Móveis tubulares e de aço (uso interno);
Painéis elétricos;
Autopeças de uso interno;
Equipamentos de laboratório;
Utensílios e peças metálicas em geral, desde que não expostos ao sol direto;
Definição:
Revestimento termofixo em pó à base de resina epóxi (poliepóxido), aplicado por processo eletrostático e curado em estufa. A cura ocorre pela reação da resina com um agente de cura (endurecedor) durante o aquecimento, formando um filme rígido e quimicamente muito resistente, é o sistema de referência para ambientes internos agressivos.
Base química e composição típica:
Resina epóxi (poliepóxido), um polímero termofixo que reage com um agente de cura (endurecedor) durante o aquecimento em estufa.
Composição completa: resina epóxi + agente de cura + pigmentos + cargas minerais + aditivos de nivelamento (e em linhas anticorrosivas, alta carga de zinco metálico).
Propriedades e desempenho:
Resistência UV: baixa, é a limitação central do sistema. Exposta ao sol, a tinta epóxi "gizes" (fenômeno de chalking/giz) amarela com relativa rapidez. Por isso é indicada apenas para uso interno ou peças que não ficam expostas ao intemperismo direto.
Resistência química: altíssima, inclusive a solventes o maior diferencial do sistema frente ao poliéster e ao híbrido, e a razão pela qual é o padrão de mercado para ambientes quimicamente agressivos.
Resistência à corrosão: excelente, inclusive por proteção catódica quando formulada rica em zinco (primers anticorrosivos para estruturas offshore e ambientes de alta salinidade).
Custo: por usar matéria-prima mais específica, o Epóxi é o mais caro dos três sistemas, um custo que se justifica pela resistência química e anticorrosiva imbatível, mas que vem com a regra de ouro mais rígida: nunca ao sol direto.
Aderência e flexibilidade: excelentes, com boa dureza superficial.
Aspecto final: acabamento geralmente brilhante ou semibrilho.
Acabamentos disponíveis:
Brilhante, semibrilho, fosco, ultrafosco, texturizado, microtexturizado, martelado, enrugado.
Aplicações típicas:
Peças e equipamentos industriais;
Tubulações (inclusive marítimas);
Estruturas e vergalhões para construção civil (uso interno/enterrado);
Serralheria;
Eletrodomésticos;
Móveis de aço para uso interno;
Primers anticorrosivos ricos em zinco para estruturas offshore e ambientes de alta salinidade;

